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Muito vejo por aí as pessoas afirmando que o Budismo é agnóstico. Porém, esta afirmação é inverídica.
 
O agnóstico nega a possibilidade de saber o que é verdade. Ele se guia apenas pela verossimilhança, já o budista afirma o que é Verdade e a experimenta através da percepção de Shunya (de que a natureza é vazia).
 
Não há espaço para a existência de um deus no Budismo. Todo o conceito de divindade aponta para ideias substanciais como alma ou entidades espirituais; além de fazer crer que existe algum lugar onde todos os humanos receberiam recompensas ou punições para sempre em respostas à bondade ou maldade de seus atos. Todas estas definições se opõem aos ensinamentos do Buda Shakyamuni, que pregava a impermanência e a insubstancialidade de todas as coisas.

“Insubstancialidade é ausência de substância própria, ou seja, todas as coisas são compostas e estão atreladas a uma cadeia infinita de causas e condições para que possam existir. Assim, uma mesa não tem existência separada, ou seja, não existe o ente ‘mesa’, sem que exista a madeira (ou o material de que é feita a mesa), sem que exista a tecnologia necessária para a confecção da mesa, sem que existam os instrumentos para a confecção da mesa, os materiais para a confecção desses instrumentos, os instrumentos para a extração de todos os insumos necessários para a confecção daqueles outros instrumentos etc, etc, etc….

Em outras palavras, nada existe por si só, tudo está atrelado a uma cadeia infinita de causas e condições. A ausência de um único elo dessa cadeia impossibilita o surgimento (bhava) de qualquer ente.” (1)
 
Enfim, o budista nega a existência de qualquer ente-personalidade eterno e de qualquer dimensão espiritual onde seres celestiais habitariam. Ou seja, toda personalidade é condicionada e nada do que é condicionado tem essência própria. Nada que não tenha essência própria é eterno. Só Shunya é real!
 
“Quando o bodhisattva Avalokiteshvara (Senhor Avalokita) praticava a profunda Perfeição da Sabedoria, teve a Iluminada visão de que os cinco agregados [forma, sensações, percepções, vontade, consciência] são insubstanciais. Assim superou todas as tristezas e sofrimentos.” (Sutra do Coração da Perfeição da Sabedoria)
 

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Budismo é Agnóstico?
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