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O budismo não é uma religião no sentido comum onde se tem que acreditar em um Deus criador ou aceitar um profeta como salvador pessoal. É uma doutrina ensinada pelo Buda, não é um dogma nem uma revelação conhecida por algum agente sobrenatural.

O budismo é um caminho espiritual baseado em uma investigação pessoal e experiência própria, é um auto-conhecimento fundamentado na compreensão da condição humana e da natureza do sofrimento humano. O budismo oferece um caminho para a superação deste sofrimento, que consiste em procurarmos a vida saudável, o cultivo da mente e a sabedoria.

A maioria dos budistas “de carteirinha” entendem o budismo como uma religião. Já os estudiosos dos ensinamentos do Buda tendem a considerar o Dharma como uma filosofia. Essas duas formas de pensar podem ser vistas como dois extremos; O Caminho do Meio do Buda seria ver o Dharma como um tipo de “psicoterapia”. Se o budismo fosse introduzido na sociedade moderna como uma “psicoterapia espiritual”, a mensagem do Buda seria melhor compreendida e apreciada. O perigo de ver o budismo somente como uma religião é que ele tenderia ao dogmatismo, ao sobrenatural e ao oculto. O perigo de vê-lo como apenas uma outra filosofia “esotérica indiana” é que essa percepção o separa de nossas vidas reais, do dia a dia. O Dharma deve ser estudado e aprendido, mas mais importante é ser praticado na vida diária, pois sem prática não se pode conhecer a verdade e, sobretudo, manifestá-la: a realização imediata através da atenção plena e do conhecimento intuitivo é o objetivo final do seguidor do Dharma. Assim, o Ensinamento de Buda é comparado a uma jangada, que tem o único propósito de nos afastar da escravidão da ignorância e da ilusão para a margem da sabedoria, paz e compaixão.

Portanto, o budismo não é uma filosofia abstrata baseada meramente em idéias e conceitos intelectuais; mas sim filosofia no sentido mais original da palavra, que significa “o amor pela verdade”. É o caminho do despertar para as verdades da existência e das leis da Natureza, para o modo como as coisas realmente são. O método de ensino do Buda era único; ele encorajava as pessoas a pensar por si mesmas, a raciocinar e a experimentar os ensinamentos e as incentivava a não se limitarem a crenças cegas e superstições. Ele criticou os caminhos escravizadores da autoridade religiosa tradicional e enfatizou a importância do pensamento livre e investigação, de modo a despertar a própria inteligência e sabedoria intuitiva.

Fonte: An Inquiring Mind’s Journey – Bhante Kovida

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Budismo é Religião ou Filosofia?
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