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Olá! Hoje terei a presunção de tentar resumir o que é o Budismo. Tive essa ideia porque sempre quando sou abordado, as dúvidas manifestas são muito semelhantes. Tentei sintetizar o essencial destes questionamentos nesta postagem. Boa Leitura!

Há aproximadamente 2500 anos um príncipe de uma região da Índia chamado Sidarta Gautama, não vendo sentido em sua vida – apesar de ser um homem que tinha do bom e do melhor – e percebendo que as pessoas sofriam com a morte, envelhecimento e doenças, resolveu fazer uma peregrinação acreditando ser possível vencer todas estas dores.

Em sua primeira tentativa, creu ser necessário abdicar de todos os desejos e prazeres para que o sofrimento da vida fosse vencido; passou por fome e privações severas, mas mesmo assim não atingiu seu objetivo.

Então, após meses de meditação entendeu que este caminho de asceticismo severo também não o levaria a lugar nenhum. Foi assim que percebeu que a vida deveria ser vivida em equilíbrio (não viver escravo dos prazeres, mas também não renegá-los completamente). Por esta razão o budismo é conhecido como uma religião que prega o equilíbrio, este ensinamento é conhecido como Caminho do Meio.

Altar budista com estátua de Sidarta Gautama, o Buda (clique para ampliar)
 
 
Outra representação do Buda
 

Após este episódio, Sidarta resolveu sentar-se debaixo de uma figueira e não sair de sua meditação até que encontrasse a Iluminação. A Iluminação nada mais é do que a percepção da realidade e dos porquês do sofrimento humano.

Então, debaixo desta árvore, chamada Bhodi, Gautama atingiria a Iluminação, deixaria de ser um príncipe e se tornaria um Buda – o primeiro Buda que a história relata. Desta experiência transcendente elaborou conceitos que seriam a base da religião budista, vale ressaltar alguns:

Natureza Búdica: este é o ensinamento que talvez mais se diferencie das outras religiões. A natureza búdica é a Iluminação latente que todos nós possuímos, ou seja, Buda não é um deus, mas sim alguém que conseguiu chegar a um estágio de espiritualidade que é viável a qualquer ser humano;

As Quatro Nobres Verdades: a primeira delas diz que tudo na vida é sofrimento, a segunda diz que o sofrimento é gerado pela ambição, a terceira, que é possível vencer o sofrimento e a última que o modo de vencer o sofrimento é praticar o Caminho do Meio;

Anatman: não há um espírito ou alma, assim, quando morremos não vamos pro céu, nem inferno. A vida é para ser vivida agora, sem apegos ao passado e sem medo do futuro;

Darma: são os ensinamentos do Buda. Apesar do budismo se orientar através de inúmeros sutras (livros sagrados) o Darma não está contido em nenhum livro em especial, encontrando-se em estado latente dentro de nossas mentes;

Carma: são as consequências de nossas ações. Carmas positivos são oriundos de boas ações, os negativos, no entanto, são gerados devido a ignorância;

Caminho do Meio ou Caminho Óctuplo: que é compreendido em 8 ações, conforme abaixo:

1. Conhecimento correto dos ensinamentos do Buda. 2. Atitude correta – pensar o bem. 3. Palavra correta – não mentir e não usar palavras ásperas. 4. Ação correta – não prejudicar nenhuma pessoa ou animal. 5. Ocupação correta – que não cause sofrimento aos outros (empregos que não prejudiquem pessoas ou qualquer ser senciente). 6. Esforço correto – pensamento antes da ação. 7. Pensamento correto – manter-se alerta e consciente. 8. Meditação correta – ter uma mente calma e concentrada.

O uso de símbolos ou mantras são meios de se cultivar e interiorizar os ensinamentos para que o fiel não desanime do caminho da Iluminação. Por isso os budistas entoam mantras, meditam, oram e acendem incenso diante de altares. Quando fazem estas práticas, não estão se relacionando com nenhum deus, divindades, santos, ou qualquer coisa que esteja em outro lugar a não ser dentro da própria mente;

O inferno e o céu não são lugares: o inferno ocorre aqui na Terra, não é um local e sim um estado espiritual. A ardência do fogo é uma metáfora que simboliza a dor de quem está perdido, sem entender o que se passa ao redor de si e agarrado a valores efêmeros. O inferno é sentir-se desnorteado, confuso, solitário e iludido; é enxergar a realidade distorcida, sem discernimento. Vivenciar os preceitos do Darma é o céu (Terra Pura de Buda); uma fé não cega, reveladora do verdadeiro significado da vida.

Impermanência: tudo acaba: a vida, relacionamentos, casamentos, fases, etc. O sofrimento se dá quando, apegados, não nos conformamos com esta finitude;

Interdependência: Não é possível realizar uma ação isolada, ou seja, tudo o que fazemos traz consequências a nós mesmos, a quem está a nossa volta e ao meio ambiente. Por isso é preciso medir os atos para que na inconsequência não produzamos sofrimento;

Felicidade: não está ligada a conquistas e realizações pessoais, mas sim ligada a prática do bom carma. Para acumularmos carmas positivos é necessário cultivarmos a natureza búdica e para que isso aconteça, sugere-se que a hipocrisia religiosa seja substituída pela sincera busca da verdade. Esta nobre causa consiste em primeiramente consertarmos a nós mesmos, para que em seguida manifestemos os frutos da compaixão aos que nos rodeiam, atuando como testemunhas vivas da paz de espírito;

Sabedoria (o terceiro olho do Buda) é como se utiliza a inteligência, se é de acordo ou não com os princípios do Darma; é a luz que promove o discernimento de todas as ocasiões, valorizando as relações entre o “indivíduo” e o meio que o cerca;

Existem muitos outros conceitos, mas acho que abordei os principais para aqueles que nunca tiveram contato com o budismo

Enfim, para os budistas não há nenhuma salvação vinda de um deus ou de deuses. Não há nada de eterno no universo e não há uma alma que necessite ser salva. O Caminho Espiritual é uma via heroica, sem nenhum “elemento externo” que determine seu êxito. Por isso, no Budismo, se fala em Libertação das cadeias da Ilusão, Libertação da ideia de um ‘eu-permanente’, isso tudo, porém, sem perder o otimismo em relação ao sentido da vida. [1]

Buda, quando disse ser possível vencer os sofrimentos, não se referia a fazer com que magicamente a realidade deixasse de ser impermanente. Seus ensinamentos procuram mostrar que, enquanto estivermos iludidos com ideias de eternidade, só agregamos sofrimento a nossas vidas. Ilusão gera expectativa e expectativa sempre gera sofrimento. Assim, é preciso entender e se conformar com as regras da vida, deixando as ilusões da felicidade egoísta para trás.

Espero que o texto tenha ajudado!

[1] blog http://chakubuku-aryasattva.blogspot.com.br/

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BUDISMO – NOÇÕES BÁSICAS
Classificado como:

20 ideias sobre “BUDISMO – NOÇÕES BÁSICAS

  • 22 de março de 2013 às 14:19
    Permalink

    Olá Sandro! Muito bom seu resumo sobre o Budismo!
    No entanto você não mencionou os 5 preceitos (para os leigos) e os 3 refúgios! Minha dúvida é: Estaria esses conceitos implícitos em algum dos outros conceitos básicos que você mencionou (se sim, diga-me onde, por favor)? Ou estes conceitos são, digamos, mais avançados ou profundos para ser entendido do publico em geral?

    Muito obrigado

    • 22 de março de 2013 às 19:48
      Permalink

      Olá Ricardo.

      Estão implícitos no Caminho Óctuplo. Mas eu poderia ter incluído os preceitos, as jóias e os selos do Dharma também.

      Abraço.

    • 22 de março de 2013 às 22:23
      Permalink

      Apesar de que os selos do Dharma e as jóias também aparecem implicitamente.

  • 24 de março de 2013 às 22:40
    Permalink

    Relendo seu artigo, me aguçou a curiosidade sobre o q seria exatamento "Anatman"! De forma simplória podemos dizer que "Anatman" é a consciência? Assim sendo o que renasce e o que digamos "paga o karma" de vidas passadas é nossa conciência?

    Obrigado
    Abraços

  • 26 de março de 2013 às 00:31
    Permalink

    Anatman significa que não há uma alma, assim, corpo e mente são inseparáveis/indivisíveis, ou seja, o ser é um todo.

    Sobre o renascimento existem duas interpretações: a primeira diz que é o karma que renasce, não a pessoa. Ou seja, não seria um tipo de reencarnação porque não é a a alma de um ser que renasce e sim apenas a "continuação do seu karma".

    A outra interpretação é de que não há outras existências, ou seja, quando se morre, os agregados que fornecem as causas e condições para a vida se desagregam e retornam à natureza para a continuidade do processo de reciclagem da energia (física pura). O karma, nesta visão, se limita às consequências de nossos atos nessa "única vida" e podem perdurar mesmo depois de nossa morte física, prejudicando ou beneficiando os seres que na Terra continuarem a viver.

  • 17 de maio de 2013 às 00:16
    Permalink

    Essa semana um conhecido me perguntou se nós vamos apenas ter um nascimento humano e que os 6 estados são apenas estados da mente. Então para que praticar o budismo? Me perguntou: Se uma pessoa deprimida tira a própria vida e acaba com seu sofrimento, não daria na mesma, já que só vamos ter um nascimento biológico?

    • 23 de maio de 2013 às 23:11
      Permalink

      Praticamos o budismo para atingir a Iluminação, ou seja, perceber a gênese dos fenômenos, para que, com sabedoria, nos relacionemos com mundo de uma forma que cause o menor sofrimento possível, não somente a nós mesmos, mas a todos seres sencientes.
      Uma pessoa tem o direito de tirar sua própria vida se assim decidir. Mas esta atitude deve ser ponderada, pois nossa morte traz sofrimento às pessoas que nos amam. Muita gente tem razões concretas para decidir abandonar a vida, contudo a grande maioria tem um baita potencial em mãos e se deprime por estar deludido, preso à falsos e efêmeros conceitos de felicidade. Praticar o budismo é sentir-se em fusão com o mundo e com a vida, é o desprendimento da ideia de felicidade egoísta.

  • 11 de julho de 2014 às 13:39
    Permalink

    Apesar de afirmar não ser niilista, o budismo é niilista do ponto de vista ocidental por negar qualquer tipo de existência após a morte. Até mesmo o nirvana é impermanente, ou uma conquista efêmera, visto que a mente que o conquista/desfruta perecerá após a morte. O maha-parinirvana é a suprema extinção após a morte, algo que até um suicida pode atingir. O budismo foi expulso da Índia (pelo Islam e o Hinduísmo) no passado justamente por ser ateísta e niilista.Por ser ateísta e não ter o apoio de Deus é que o budismo nunca teve, nem nunca terá poder algum, nem mesmo para curar alguém ou para causar uma mudança radical no mundo, como Moisés que libertou um povo inteiro das mãos do faraó ou o Cristianismo que varreu o paganismo da Grécia e de Roma apenas com o poder de Cristo e dos seus mártires. E justamente por não ter poder espiritual, é que o budismo teve de "pegar emprestado" as entidades de outros povos que praticavam a magia e o xamanismo, como o xintô japones, o taoismo e o Bon tibetano, transformando-as em "budas, boddhisattvas e protetores do Dharma" para depois acomodá-las nos rituais tantricos da macumbaria budista. Exemplos destes fatos não faltam, como as intermináveis brigas tibetanas por causa da entidade Dorge Shugden, que é encorporada por um médium ou lama-oráculo. Quandos os primeiros budistas chineses chegaram no Japão disseram que os kamis (espíritos e entidades do xintoismo) japoneses eram fantasmas famintos, anos depois o budistas mudaram de idéia e disseram que os kamis eram "budas, boddhisattvas ou emanações destes".

    • 14 de julho de 2014 às 18:16
      Permalink

      Isso aí, por causa do poder de Deus que o mundo tá assim maravilhoso!

    • 14 de julho de 2014 às 18:39
      Permalink

      "Se Deus é o mestre do universo, certamente ele está fazendo um trabalho desleixado ao permitir que uma infinidade de nações criadas por ele sejam tomadas por budas subsidiários, ao tolerar que disseminem seus ensinamentos para libertar os seres desde que o céu e a terra se abriram. Esse Deus, na verdade é um buda insensato.
      Ademais, dizem que Jesus Cristo veio ao mundo e foi crucificado por homens comuns do mundo terreno. Esse é o mestre do universo? Como algo pode ser tão ilógico?
      Os cristãos não conhecem o estado iluminado unificado de real semelhança com a consciência original. Em sua ignorância, tomaram um buda para adorar. (…) Existem muitas pessoas ignorantes que não podem compreender lógica tão simples e desperdiçam a vida reverenciando esse ensinamento. Não é uma desgraça nacional? Sem ousar mencionar as consequências para nossa reputação internacional.
      (…) Para eles (cristãos), chegar a este país (Japão) e tentar contrapor ensinamentos autênticos (Budismo) a idéias e interpretações tão estúpidas (Cristianismo) é como um pardal desafiando uma ave gigantesca, ou como um vagalume falando da luz para a Lua" (Suzuki Shozan. Séc. XVII)

    • 17 de outubro de 2014 às 22:37
      Permalink

      De qual mundo você fala? Do natural, do social ou do percebido pela mente conceitual? Para o Buda apenas o último é chamado de "mundo", por isso a responsabilidade por este mundo não ser maravilhoso é unicamente do próprio indivíduo, e não de Deus. Essa é a resposta budista, já a cristã é semelhante, pois segundo o livre arbítrio, Deus obviamente não é responsável pelos dois últimos. Lhe aconselho a ler mais Tomás de Aquino e os sutras budistas, já que eu já dei muitas lições de budismo ao seu "grande mestre", como ensinar para ele que o budismo é ateísta, e não agnóstico como o "grande acarya" ensinava antes de dialogar comigo.

    • 17 de outubro de 2014 às 23:09
      Permalink

      Os chineses e os japoneses deturparam o budismo com suas mentes taoístas, xintoistas e confucianas. Ao sair do seu berço: a Índia, muita coisa do budismo foi incompreendida. Quando foi que os japoneses que misturavam xintoismo (kamis) com budismo possuíram o "budismo verdadeiro" ou a "doutrina autêntica"? Só se for na mente deludida deles… Os japoneses praticamente jogaram o Tripitaka e o Vinaya no lixo ao inventarem os monges budistas casados no fim do século XIX E.C. Após 2.400 anos de budismo, resolveram misturar leigo (casado) com renunciado (shramana, bhikshu), praticamente misturando as 4 assembleias. O teu autoproclamado "grande mestre" alega que foi porque os monges mantinham mulheres escondidas. O que me obriga a ter de refutá-lo noutra de suas falácias: 1º – O incapaz de realizar uma virtude não pode ditar o padrão de virtude para os demais. 2º – Os monges budistas foram obrigados a se casar por imposição do governo Meiji, um governo antibudista, que dizia que o budismo era uma doutrina estrangeira e parasitária, e que o xinto é que representava a verdadeira espiritualidade japonesa. Foram contra o shogunato, cuja maioria dos samurais eram budistas, e obrigaram os bhikshus a se casarem para igualá-los aos sacerdotes xintoistas. Já na China medieval, os confucionistas implicavam com o Budismo, justamente porque a mentalidade chinesa exaltava a família e não aceitava a renúncia à sociedade da cultura indiana. Portanto, o teu mestre se diz "tradicional" mas defende esta traição ao Buda, e defende este modernismo do governo inimigo meiji. Aliás, todas as vezes que os monges budistas foram obrigados a se casarem foi por perseguição dos não budistas, o bön obrigou aos Niyngma no Tibete e os xintoistas meiji aos monges japoneses. Teu mestre ataca quem come carne (preceito menor do Bramanjala sutra mahayana), mas defende uma ofensa maior (a 1ª Parajika)!!!??? Vários bodhisattvas leigos do Sutra do Lótus, Vimalakirti e vários leigos citados no cânone pali tomaram o voto de conduta sexual imprópria igual aos monges, isto é, renunciaram completamente ao sexo, vivendo em celibato. Nem se discutia isso no budismo antigo. É só perceber que os mestres Nagarjuna, Kumarajiva, Vasubandhu,Tientai, Saichô não foram casados.

    • 17 de outubro de 2014 às 23:21
      Permalink

      O próprio Buda Gautama vivia em perfeito bramacharya. Porque na sociedade indiana tradicional que segue o código de Manu, se passa pelos 4 ashramas: Bramacharya (estudante celibatário), Grihasta (pai de família casado), Vanaprasta (renunciante que vive na floresta) e sannyasi (completamente renunciado que vive como Brahma ou em bramacharya). A vida do Buda demonstra que ele passou pelos 4 ashramas. No sutra da "Nobre Busca" (Majima Nikaya 26) ele diz que buscar mulheres e filhos (coisas impermanentes e sujeitas a morte) não é a busca nobre (arya). No Methuna sutra e no Dhiga Nikaya 1 o Buda afirma viver em perfeito celibato (bramacharya). Eu sei que bramacharya é algo mais amplo que o celibato sexual, mas também inclui este. E a tal ponto que o próprio Buda e os textos indianos costumam usar o celibato como sinônimo de bramacharya. Isto é facilmente provado pelos sutras, upanishad, etc.

  • 11 de julho de 2014 às 14:08
    Permalink

    Fontes acadêmicas para o que afirmei na postagem acima:

    1 – "A Espiritualidade Budista II, China mais Recente, Coréia, Japão e Mundo Moderno". Takeuchi Yoshinori (organizador). Ed. Perspectiva.

    2. "Indian Esoteric Buddhism: A Social History of the Tantric Movement."
    Ronald M. Davidson. Columbia University Press.

  • 18 de outubro de 2014 às 04:19
    Permalink

    "Então o brâmane Janussoni foi até o Abençoado e depois de cumprimentá-lo sentou a um lado e disse:
    "O Mestre Gotama também afirma ser um daqueles que vive em celibato?"
    "Brâmane se alguém pudesse corretamente dizer de alguma pessoa: 'Ele vive em puro e completo celibato – intacto, impecável, imaculado,' é precisamente de mim que alguém poderia dizer isso. Pois eu vivo em puro e completo celibato – intacto, impecável, imaculado."
    "Mas o que, Mestre Gotama, é uma violação, um defeito, uma mácula na vida celibatária?"
    (1) "Aqui, brâmane, algum contemplativo ou brâmane, afirmando ser celibatário, na verdade não pratica o ato sexual com mulheres. Mas ele permite que elas o massageiem, banhem, esfreguem. Ele se delicia com isso, deseja isso, e encontra satisfação nisso. Isso é uma violação, um defeito, uma mácula na vida celibatária. Ele é chamado alguém que vive em celibato impuro, que está agrilhoado pelo grilhão da sexualidade. Ele não está livre do nascimento, do envelhecimento e da morte; da tristeza, lamentação, dor, angústia e desespero. Ele não está livre, eu lhe digo, do sofrimento." Anguttara Nikaya VII.50 – Methuna Sutta

  • 18 de outubro de 2014 às 04:23
    Permalink

    “Bhikkhus, existem esses dois tipos de busca: a busca nobre e a busca ignóbil. E o que é a busca ignóbil? Nesse caso, alguém que, estando ele mesmo sujeito ao nascimento, busca aquilo que também está sujeito ao nascimento; estando ele mesmo sujeito ao envelhecimento, busca aquilo que também está sujeito ao envelhecimento; estando ele mesmo sujeito à enfermidade, busca aquilo que também está sujeito à enfermidade; estando ele mesmo sujeito à morte, busca aquilo que também está sujeito à morte; estando ele mesmo sujeito à tristeza, busca aquilo que também está sujeito à tristeza; estando ele mesmo sujeito às contaminações, busca aquilo que também está sujeito às contaminações."

    “E o que pode ser dito como estando sujeito à morte? Esposa e filhos estão sujeitos à morte, escravos e escravas, bodes e ovelhas, aves e porcos, elefantes, gado, cavalos e éguas estão sujeitos à morte. Essas aquisições estão sujeitas à morte; e aquele que está preso a essas coisas, apaixonado por elas e totalmente comprometido com elas, estando ele mesmo sujeito à morte, busca aquilo que também está sujeito à morte." Majjhima Nikaya 26 – Ariyapariyesana Sutta (A Busca Nobre).

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