Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Share on LinkedIn

Mahavairocana Tathagata (Dainichi Nyorai, “O Grande Sol”)
Nome secreto: Henjo-kongo (“Brilho Universal do Diamante”)

Mahavairocana literalmente é “A Grande Luz Universal”: maha é “grande”; vai é “universal” ou “onipresente”; e a rocana é “luz, brilho”. Mahavairocana é o olho supremo, a fonte que irradia onipresente luz; ele também é o Grande Sol. Estes são os significados completos e abreviados (do seu nome). Este Tathagata permanece eternamente na plenitude do Vazio Mundo do Dharma (kokuhokkai), se manifesta nas formas corporais de todos os Budas, é ilimitado sem centro ou circunferência, nunca aumenta ou diminui.

Mahavairocana (Dainichi Nyorai)

O “Grande Sol” não é o Sol físico, mas o metafísico, nas palavras de Subhakarasimha:

Vairocana é o nome do sol e se refere à Luz Universal que transcende todas as limitações. Enquanto a luz do sol físico vai e vem, brilhando durante o dia, mas não de noite, a Luz do Sol da Sabedoria (chinichi-ko) brilha em todos os momentos e em todos os lugares. A luz do sol em nosso mundo (Glambudvipa) faz as plantas crescerem e todas as coisas prosperarem, da mesma forma, a Luz do Sol Tathagata brilha em todo o mundo do Dharma e causa as raízes das virtudes em todos os seres para que estes, semelhantemente, cresçam. Vairocana é a origem controladora de todas as ações tanto na esferas mundana e supra-mundana. Da mesma forma que a luz do sol é, às vezes, obscurecida por nuvens escuras e depois brilha mais uma vez quando as nuvens são dissipadas por um vento forte, o Sol da Mente de Buda é obscurecida pelas nuvens escuras da ignorância, mas quando estas são removidas, a Luz da Suprema Verdade brilha sem obstrução em todo o Vazio. O Grande Sol, no entanto, não pode realmente ser comparado ao sol físico, exceto por analogia. O sol físico é sujeito a todas as limitações da causalidade, enquanto o Grande Sol é totalmente transcendente. É por isso que ele é chamado “O Grande Sol”

Mahavairocana é o “Corpo Onipresente”; ele é o “Olho dos Budas e Bodisatvas”, o “supremo, onipresente e puro receptáculo de todos os Budas e Bodhisattvas”. Ele é o “Sábio que é livre em todos os dharmas”. Ele é o Conhecimento e o Princípio de todos os Budas e Bodhisattvas, a Origem de onde eles surgem e o Corpo da Fruição (kashin) para o qual eles retornam; ele é o Corpo do Mundo do Dharma Universal (hen-hokkai-shin), a fonte e refúgio de todos os dharmas; e ele é o recipiente não dual de ambos, de Budas e fenômenos, de Budas e dos seres (shusho-butsu-funi).

Ele habita no Palácio do Onipresente no Mundo do Dharma do Grande Diamante (kodai-kongo-hokkai-gu), onde ele prega o Portal do Dharma (homon) da não-dual identidade dos Três Mistérios: fala, corpo e mente (sammitsu-byodo).

Do dicionário Bukkyo-daijiten:

“O corpo e o ambiente (shindo) de Vairocana são a fusão das recompensas dependentes e particulares (o corpo em que o ser nasceu é uma recompensa particular, enquanto as recompensas dependentes são os fatores externos os quais esse corpo depende, como o mundo, o país, a família e o ambiente); eles são o Grande Ser do Onipresente Mundo do Dharma Vazio (shinnyo-hemman-hokkai-daiga), em que forma e natureza são uma identidade. O dojo (espaço onde reside) de Vairocana é o Vazio (sunyata, ku). Suportado sobre o Mundo do Dharma, seu Corpo, Palavra e Mente são uma identidade com o Supremo Vazio (taikoku). Para tornar o Caminho conhecido, ele revela dois Corpos, o corpo Dharma do Conhecimento e o Corpo do Dharma do Princípio”.

Mahavairocana reside no vazio: sua bodhimanda (dojo) é coberta pelo vazio da Identidade não dual dos três Mistérios (sammitsu-byodo) e apoiada pelo Mundo do Dharma, que é o Vazio da Realidade (shinnyo-koki). Ele se manifesta em dois Corpos: o Corpo do Princípio (ri-hosshin) e o Corpo do Conhecimento (chi-hosshin). O corpo do Princípio corresponde ao corpo do Dharma que goza da felicidade externamente entre os seres nos reinos da existência. Por outro lado, o Corpo do Conhecimento corresponde ao corpo que goza de felicidade interna, auto-absorvida na contemplação do Dharma. Este Corpo revela a Essência, a Verdade, o Fundamento de tudo, onde não há dualidade, onde o Conhecimento e o Princípio são indiferenciados.

Bibliografia: Snodgrass, A. The Matrix and Diamond World Mandalas in Shingon Buddhism.

Para ser notificado a cada novidade!!


Um e-mail foi enviado para confirmar sua assinatura. Verifique seu e-mail e clique em confirmar para ativar sua assinatura.

Veja Também

Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Share on LinkedIn
Mahavairocana – A Verdade Suprema e Imutável (Dainichi Nyorai)
Classificado como:            

Mostrar
Compartilhe
Compartilhe
Compartilhe
Canal no Youtube
Esconder
error: Este conteúdo pode ser divulgado sob permissão do autor - contato@rodadalei.com.br