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O que se viu na decisão final sobre o impeachment de Dilma no dia 31/08/2016 não foi golpe como esbravejam os petistas e esquerdistas, mas foi uma farsa das maiores já presenciadas na política brasileira.

Não que Dilma não tivesse motivos para ser afastada, pelo contrário, motivos ela tinha de sobra: triplicou a dívida pública (é só entrar no portal da transparência e ver o que está acontecendo com a dívida pública desde o começo da era PT), beneficiou-se de esquemas de corrupção do partido, mesmo que não estivesse envolvida diretamente, desviou dinheiro para obras em países bolivarianos (metrô na Venezuela e porto em Cuba – sendo que várias cidades em nosso país estão precisando de melhorias estruturais há anos), escondeu a crise dos eleitores na campanha para reeleição em 2014, cobrindo os rombos com empréstimos não autorizados pelo Congresso, quis livrar Lula da cadeia com um salvo conduto e, de maneira geral, mostrou-se extremamente incompetente administrativamente, incompetência que transparece no PIB cada ano mais negativo e nas taxas recordes de desemprego (que ironia um “Partido dos Trabalhadores” oferecer tanto desemprego, não é mesmo?). Todo este “conjunto da obra”, por si só, já seria razão suficiente para retirá-la do cargo de presidente da república. A administração de Dilma foi uma piada, um fracasso total!

Um entre os muitos legados do PT
Mais um entre os muitos legados petistas

Mas, então o impeachment não foi bom?
Foi e não foi.

Foi porque não havia mais condições de uma governante tão incompetente continuar. Se Dilma ficasse mais estes 2 anos no poder, o Brasil seria uma nova Venezuela.
Contudo, quando eu digo que o impeachment foi uma farsa, me refiro ao fato de que a saída de Dilma pode representar pouco ou mesmo nada em termos de mudanças substanciais para o Brasil. Ficou claro que as lideranças, ou a maioria delas, ao aliviar a pena da petista, propuseram na verdade um grande “acordão”. Não quiseram jogar a pá de cal no PT, deixaram-no vivo, ainda que enfraquecido. Lewandowiski e Renan articularam um prêmio de consolação, garantindo a elegibilidade de Dilma a uma bancada que no passado já lhes foi útil. O impeachment só foi o oferecimento de uma “cabeça decepada na bandeja”; a destruição de um símbolo odiado pelas massas, a fim de recuperar a confiança da população no governo. Porém, a destruição de um símbolo não significa a destruição de um projeto. Dilma só saiu porque, involuntariamente, através de seus erros, expôs aos quatro ventos a podridão de toda a classe política, ameaçando o status quo de toda a corja e de todos os partidos. Não destruíram o PT porque já foram aliados dele e, por terem “o rabo preso” entre si, vão precisar agora de união para blindarem-se das inúmeras investigações de corrupção e garantirem a tal da “governabilidade”.

Farinha do mesmo saco...
Farinha do mesmo saco…

A classe política não tem genuíno interesse em salvar o Brasil; daqui para frente, até poderemos ver alguma tímida mudança em termos de recuperação econômica e algum enfraquecimento do movimento socialista no país; mas o movimento ainda persiste, pois quem assume também é de esquerda, mesmo sendo uma esquerda fabiana, considerada mais light. Este governo continuará permissivo com o Foro de São Paulo, com o coitadismo, com as cotas raciais, com o assistencialismo, com a divisão da sociedade em nichos de brancos contra negros, mulheres contra homens, gays contra héteros, classe média contra classe pobre e permanecerá conivente com os professores comunistas, que continuarão fazendo a cabeça de seus alunos nas escolas e faculdades (esqueça o avanço do Escola sem Partido).

Como mudar o país então?

O que precisa estar claro é que tirar a Dilma ou qualquer outro governante não significará muita coisa enquanto a mentalidade do povo continuar igual. É preciso entender a importância de uma mudança cultural antes de qualquer mudança econômica ou política. Enquanto esse povo achar que precisa do Estado para tudo, o país não vai andar, o povo não será auto-suficiente e os políticos terão, através de medidas sociais, o povo em suas mãos. Hoje em dia, a pessoa prefere pagar imposto pra ter leite aguado superfaturado, do que ter alguma ambição em comprar seu próprio leite “longa vida” a um preço justo. Em suma, preferimos pagar ao governo por um serviço de péssima qualidade a procurarmos nós mesmos estes serviços. Note que, se houvesse menos impostos, nossos salários teriam um poder de compra cerca de 30% a 40% maior; esta porcentagem, atualmente, é destinada para o pagamento de uma tonelada de taxas que não retornam em benfeitorias públicas; grande parte destes impostos é desviado aos corruptos e utilizado para a amortização de dívidas impagáveis, contraídas pela incompetência do próprio Estado. Com menos impostos, encoraja-se o empreendedorismo, gera-se emprego e diminui-se a pobreza – emprego é o verdadeiro programa social e inclusivo! O ideal seria desinflar o Estado, o oposto do que governos de esquerda fazem. Se o Estado fosse menor, teríamos mais empregos e poder de compra maior. Infelizmente, o povo não quer saber deste discurso, pois está acostumado com o suporte do Estado em tudo, mesmo sendo um suporte mal feito. É a tal da síndrome de vira-latas que nos leva a pensar da seguinte maneira: “está ruim, mas pelo menos temos alguma coisa”. Temos que nos libertar desta síndrome, para que, assim, busquemos ser cada vez menos dependentes do Estado e refém de programas sociais populistas.
O governo Temer certamente mostrará algum avanço, principalmente no âmbito econômico, mas isso não é tanto mérito, pois até uma pedra na presidência, na situação em que estamos, seria melhor que Dilma! Contudo, o país precisa ser reformado culturalmente, e não podemos esperar isso da atual gestão. Numa avaliação primeira, algo teria que ser feito, a saída de Dilma nestes termos foi boa, mas temos que ter em vista que o projeto socialista ainda está bem vivo; a retirada de um “símbolo do mal” através de impeachment não é a solução de nossos problemas. Ainda estamos em um mar de lamas e para sairmos dele é necessário extirpar o esquerdismo e o comodismo da mente do povo.

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Não foi golpe, mas foi uma farsa…
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