Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Share on LinkedIn

Devido ao ensinamento da finitude, o Budismo costuma ser atacado como a religião do niilismo. Porém, pretendo demonstrar que essa é uma afirmação falsa.

Na verdade, o Budismo aponta para uma positividade da existência.

Encarar a finitude é a principal barreira para se viver uma vida plena e verdadeira, é uma etapa dolorida, mas que precisa ser vencida.

Não são raras as vezes que nos desesperamos com a finitude. Contudo, não podemos entregar os pontos, devemos tirar forças de onde parece não haver para enxergar positividade na vida; é difícil, mas é isso que precisamos fazer para que continuemos firmes e motivados.

Muitas pessoas ao perceberem que suas religiões são meras superstições, sentem-se perdidas, ficam sem propósito e muitas delas pensam até em suicídio. Entretanto, o suicídio é uma das maiores formas de egoísmo, não podemos abandonar quem amamos “no escuro” do sofrimento, não é justo com eles. Ainda podemos deixar um bom legado nessa Terra, podemos contribuir para que nossos descendentes e amigos vivam melhor. Não precisamos crer em uma espiritualidade de milagres ou vida após a morte para sermos felizes; precisamos apenas ter em mente que podemos fazer da vida algo mais leve.

Percebo que as religiões de um modo geral superestimaram o papel do homem; com isso fazemos expectativas muito grandes a respeito de tudo; enquanto que viver é uma coisa simples, sem muito mistério. Viver é simplesmente ter alguma alegria com pessoas, posses e prazeres, mas ao mesmo tempo estar ciente de que tudo isso é efêmero, escapa de nossos dedos como quando tentamos pegar a água. Nossa passagem aqui na Terra é transitória e precisamos aceitar isso para vivermos bem, é a regra da vida, não podemos mudá-la. Esta regra é superior à nossa vontade de sermos eternos.

O homem para ser realmente feliz precisa diminuir suas expectativas de satisfação perpétua e saber lidar com as vicissitudes da melhor forma possível. O caminho é aproveitar os momentos bons, ciente de que eles são passageiros, e se fortalecer para vencer as fases ruins.

Ver o mundo assim de forma realista faz com que vivamos o “aqui e agora”, privilegiando as coisas que realmente importam e desconsiderando as coisas supérfluas e inúteis. Na verdade somos privilegiados por ter vida e devemos aproveitá-la ao máximo, fazendo hoje as coisas que são importantes para nós.

Uma concepção eternalista sempre nos faz adiarmos o que temos que fazer hoje!

A gente tem que construir nosso próprio sentido da vida, fazendo do nosso micro mundo o melhor possível para nossa familiares e amigos e, consequentemente, para nos também. 

Não precisamos de uma religião para que saibamos a verdade. De forma inata a gente sabe bem a diferença entre o amor e o ódio, entre a honestidade e a desonestidade e entre o certo e o errado; sabemos muito bem o que beneficia a vida como um todo e o que a prejudica.

Fazer o bem não é um mandamento do Monte Sinai, mas é algo que já está em nosso coração. Temos que agir bem porque é o que tem que ser feito e não por resultados ou recompensas “eternas”.

Fazer o bem é enxergar cada ser como seu filho. É uma extensão do sentimento familiar para o universal.

Veja também o vídeo

 

Para ser notificado a cada novidade!!


Um e-mail foi enviado para confirmar sua assinatura. Verifique seu e-mail e clique em confirmar para ativar sua assinatura.

Veja Também

Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Share on LinkedIn
Niilismo e Finitude
Classificado como:                    

Mostrar
Compartilhe
Compartilhe
Compartilhe
Canal no Youtube
Esconder
error: Este conteúdo pode ser divulgado sob permissão do autor - contato@rodadalei.com.br