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interrogação

O Budismo é o “dono da Verdade”?

Não. O Budismo não advoga ser o único detentor da Verdade, apesar de seus seguidores acreditarem, obviamente, que esta religião seja a que mais se aproxime ou que melhor explique a realidade como ela é.

Fonte: Budismo Aristocrático – http://chakubuku-aryasattva.blogspot.com.br/ (atualmente de acesso restrito) [adaptado]

O mestre Nagarjuna, em seu “Tratado da Grande Sabedoria/大智度論” afirma que toda palavra verdadeira, pronunciada ou escrita por qualquer pessoa, é uma palavra do Buda.

Se estudarmos o conceito do “Perfeito e Total Buda / 圓佛”, que é o próprio Dharmakaya Mahavairocana 法身大日, veremos que Ele não tem uma forma definida, não é uma individualidade, mas é a própria Natureza Verdadeira e Unívoca de toda a realidade, ou seja, é aquilo que faz como que as “coisas existam e aconteçam”.

Desta maneira, esta Natureza manifesta sua realidade absoluta em todos os entes e em todos os fenômenos, de acordo com leis imutáveis e, muitas vezes, misteriosas ao entendimento humano.

As formas exteriores e os costumes religiosos, mesmo os Budistas, como tudo que é condicionado, são destituídas de substância própria e, portanto, transitórias, conforme as duas primeiras verdades essenciais enunciadas pelo Mestre Tiantai Zhiyi.

Como o Dharmakaya é “todo penetrante” e como toda a realidade e todos os mundos estão contidos em cada pensamento ou fenômeno (一念三千), tudo aquilo que é percebido como fato apodítico (o que não se pode contestar, necessariamente verdadeiro, ou demonstrável) é manifestação da Natureza de Buda.

Consequentemente, podemos dizer que o Dharma engloba todo e qualquer ensinamento necessariamente verdadeiro, venha de onde vier ou da religião que vier.

Os Budistas então, reverenciam toda parcela da Verdade Absoluta, onde quer que ela se encontre. Logo, o que é reconhecidamente apodítico em todas as religiões, é parte do Dharma de Buda.

Isso é a forma de respeito mais consciente e mais honesto que se pode ter em relação às diversas manifestações religiosas. É completamente diferente da adoção sem critérios da “geleia multicor” dos movimentos ecumenistas ou das forçadas aproximações sem análise objetiva entre as religiões. Reconhecer que há verdades em outros pensamentos não consiste em, como já dito no post sobre o sincretismo, fazer uma “mistureba” de religiões de modo a descaracterizar um ritual ortodoxo ou achar que “tudo é igual”.

O Budista deve estudar e buscar a Verdade em todas as suas manifestações. No entanto, para fazer isso de maneira adequada, deve empenhar-se em realizar uma análise calma e consciente de tudo, estudando os diversos pontos doutrinários e analisando a fiabilidade e a veracidade dos mesmos junto da realidade objetiva e subjetiva.

Aquilo que é demonstrável de forma incontestável, portanto, verdadeiro, pertence ao Dharma. Aquilo que não é, é maya (ilusão).

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