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Japonês: Nenju
Chinês: Nien-chu
Sânscrito: Mālā

Conhecido ainda como: Juzu, Japamala, Odyuzu

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O rosário desempenha um papel muito importante no Budismo de um modo geral, devido ao seu simbolismo.
Há alguns tipos de terços que são diferenciados pelo número de miçangas; é possível encontrar estes objetos em 9, 18, 21, 42, 54 e até 108 contas. O terço de 18 contas simboliza os 18 Arhats, já o “rosário de 108” representa as 108 paixões ou obstáculos (ver figura abaixo). A corda que atravessa as miçangas expressa o poder do Dharma, capaz de penetrar o espírito do homem. Os 10 beads que aparecem nas “tranças” (Kazutori) indicam as 10 perfeições; as duas gotas (Tsuyu), logo abaixo das perfeições, representam a Iluminação e o Nirvana (as duas principais metas Budistas que são alcançadas pelo desenvolvimento das dez paramitas).

Partes constituintes do Terço Budista
Partes constituintes do Terço Budista

Não há um consenso em relação ao significado das duas contas maiores; porém, de maneira mais comum, estas simbolizam Amida (Oyadama principal) e Kannon (Odome). Esta associação se dá porque no Sutra do Lótus o Bodhisattva Akshayamati presenteia Avalokiteshvara com um colar de pérolas. Uma vez que os 108 beads são as paixões do mundo, Kannon aparece no rosário como uma divindade mediadora, responsável em liberar os seres de seus “desejos egoístas” e os conduzir à Terra Pura do Buda Amida.

As contas, como o próprio nome diz, são utilizadas para a contagem de mantras ou recitações pronunciadas pelo praticante (como no terço católico em relação às rezas). No terço de 108 beads, nas primeiras 54 recitações, os mantras são contados a partir do Oyadama, que tem o jomyo em sua “trança”, até o encontro do Odome (segundo Oyadama). As demais 54 que faltam são contadas novamente a partir do jomyo. Ou seja, as contagens não se completam no sentido do desenho de um círculo, mas sim em dois semi-círculos que partem do Oyadama principal (o que tem o jomyo) e se encontram no Odome (a contagem nunca segue todas as miçangas em sucessão). As pedras chamadas de Shitenno não são contabilizadas e servem apenas para a separação, pois o praticante pode desejar repetir uma quantidade menor de mantras (7x, 14x ou 33x por exemplo).

Fonte: E. Dale Saunders. Mudra – A Study of Symbolic Gestures in Japanese Buddhist Sculpture. Bollingen Foundation. New York. 1960. Traduzido por Rev. Sandro Vasconcelos.

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Rosário Budista (terço)
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