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Saichō (767–822) foi um monge budista japonês que fundou uma das duas escolas budistas do período Heian, a escola Tendai japonesa. Saicho em 804 viajou para a China como estudante e permaneceu na sede do budismo de tradição T’ien-t’ai em monte T’ien-t’ai durante a dinastia Tang. Depois de receber autorização como mestre nesta linhagem, Saicho voltou para o Japão para propagar seus ensinamentos.
Em 787, quando exilou-se no monte Hiei por considerar o budismo da época degenerado, prometeu dedicar todos os seus esforços à realização dos cinco desejos nele despertados por sua fé e conferir o mérito disso a todas as pessoas, num genuíno voto de bodisatva:
 
1. Enquanto não for capaz de elevar as seis bases internas da visão, audição, olfato, paladar, tato e pensamento a um estado de pureza, como a do Buda, não realizarei boas ações em benefício de outras pessoas.
 
2. Enquanto não puder alcançar uma mente irradiando verdade, não praticarei nenhuma ocupação ou trabalho.
 
3. Enquanto não puser perfeitamente em prática a vida pura de acordo com os preceitos, não tomarei parte de nenhuma das funções de um oficiante do templo.
 
4. Enquanto não tiver alcançado uma mente plena de sabedoria, não me envolverei em nenhum relacionamento mundano; no entanto, após chegar a um estado que se assemelhe à pureza das seis bases, terminarão essas restrições de minha atividade.
 
5. Os méritos que eu reunir por meio da prática ascética neste mundo não serão para meu próprio benefício apenas, mas serão estendidos a todos, para que absolutamente todos possam alcançar a suprema iluminação.
 
Nobres promessas que parecem ter sido alcançadas, se analisarmos o legado que este mestre nos deixou. Uma pena que raramente verificamos esta mesma determinação nas pessoas. A falta de diligência impulsiona o desejo de desenvolvimento espiritual por vias fáceis, atalhos inválidos que evitam o auto cultivo dos ensinamentos. Infelizmente, muitos acreditam que a iluminação está lá fora; em patuás, altares, imagens, divindades, rituais e mantras, enquanto que o verdadeiro “objeto de veneração” não está em outro lugar a não ser dentro da mente. Utilizam-se da “fé” com propósitos egoístas, iludidos pelos falsos conceitos de felicidade e realização; oram para passar no vestibular, curar doenças, trocarem de carro, arrumar maridos, mas dificilmente pensam em aliviar o sofrimento dos outros seres.
 
Referência: Livro Espiritualidade Budista 2

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